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ÁCIDOS GRAXOS DE CADEIA MUITO LONGA (VLCFA)

Interpretação

A determinação dos níveis plasmáticos de ácidos graxos de cadeia muito longa e dos ácidos pristânico e fitânico é útil para o diagnóstico de doenças, geneticamente determinadas, em que há defeito na função do peroxissomo. Entre elas, estão a doença de Zellweger, a adrenoleucodistrofia neonatal e a doença de Refsum neonatal, de herança autossômica recessiva. Indicação: Diagnóstico de doenças em que há defeito na função do peroxissomo Interpretação clínica: Acumulação dos VLCFA em graus variados. Sugestão de leitura complementar: Burtis, C.A.; Ashwood, E.R. Tietz Textbook of Clinical Chemistry. In: Lipids, lipoproteins and apolipoproteins. 3d edition. W.B. Saunders Company. 1999. MartinI CA, AlmeidaI VVA, Ruiz MR, Visentainer JEL, MatshushitaI M, Souza NE, Visentainer JV. Ácidos graxos poliinsaturados ômega-3 e ômega-6: importância e ocorrência em alimentos. Rev Nutr 2006; 19( 6 ): 761-70.

Referência

Ácido Docosanóico (C22) : 51,1 a 113,4 umol/L Ácido Tetracosanóico (C24): 44,3 a 92,4 umol/L Ácido Hexacosanoico (C26) : 0,22 a 0,88 umol/L Relação 24/22: 0,55 a 0,89 Relação 26/22: 0,004 a 0,021 Este resultado descarta: 1. Transtornos generalizados na biogênese do pero- xissomo (doença de Zellweger, adrenoleucodistrofia neonatal e Refsum infantil). 2. Deficiência da beta-oxidação peroxissomal. 3. Adrenoleucodistrofia ligada ao X. Exceções: 1. Algumas alterações na beta-oxidação peroxisso- mal (Acil CoA ixidase e enzima bifuncional). 2. Mosaicismos das TBP. 3. Transtornos na divisão dos peroxissomos. 4. 15% do necessário para heterozigótica XALD. Nestes casos, é necessário o estudo de fibroblasto em cultura para um diagnóstico definitivo. Última alteração realizada em 20/10/2016 14:02:47