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TSH - NEONATAL

Interpretação

Aproximadamente um em cada 3.500 recém-nascidos é portador de hipotireoidismo congênito primário que, se não tratado a tempo, terá como conseqüência uma deficiência mental severa. É o exame considerado pelos mais importantes polos de triagem de doenças neonatais como o mais indicado para a detecção precoce do hipotireoidismo congênito, devido à sua elevada sensibilidade e especificidade (os raros casos falso-negativos são os de hipotireoidismo secundário e terciário). A detecção precoce do hipotireoidismo congênito engloba a dosagem primária de TSH com T4 suplementar ou a dosagem primária de T4 com TSH suplementar. A primeira é mais utilizada pois tem maior sensibilidade e especificidade. Os casos que escapam ao diagnóstico, são os de hipotireoidismo secundário e terciário, raros ocorrendo em 1: 150.000 nascidos vivos (a do hipotireoidismo congênito em geral é de 1: 3.500 a 4.000 nascidos vivos). A sua coleta ideal é em sangue de cordão ou após 48 a 96 horas horas de vida, por punção do calcâneo, já que nas primeiras horas de vida extra-uterina ocorre um pico de secreção de TSH que regride de 48 a 72 horas após e amostras coletadas nesse período poderiam levar a resultados falso-positivos. Indicação: Detecção precoce do hipotireoidismo congênito. Interpretação: TSH elevado identifica a causa mais frequente de hipotireoidismo congênito que é a forma primária. Menos frequentemente está baixo no hipotireoidismo central, quando a dosagem associada de T4 é importante para firmar o diagnóstico.

Referência

Até 10,0 uUI/mL Última alteração realizada em 04/11/2016 09:57:58